SÃO PAULO (Reuters) - O naufrágio de um barco no fim de semana nas águas do rio Solimões matou pelo menos 33 pessoas no Estado do Amazonas, informaram os bombeiros, que esperam que o número de fatalidades aumente, já que muitos parentes ainda reclamam o desaparecimento de familiares. Apenas nesta terça-feira foram encontrados 16 corpos de vítimas fatais do barco com mais de 100 passageiros que afundou perto da cidade de Manacapuru, no amanhecer de domingo, em meio a fortes chuvas e ventos. Foram achados dez homens, cinco mulheres e uma criança, de acordo com os bombeiros.

'Não havia uma lista de passageiros, não tem como saber exatamente quantas pessoas estavam ali, mas toda hora está aparecendo gente que ainda não tem notícia de parente', disse à Reuters um funcionário dos bombeiros em Manaus.

De acordo com ele, a maioria das vítimas encontradas nesta terça-feira estava perto do local do acidente.

Inicialmente, acreditava-se que a maioria dos passageiros, que regressavam de uma festa no interior do Estado, tivessem morrido. No entanto, vários sobreviventes surgiram.

As equipes de resgate, que vão retomar os trabalhos de busca na manhã de quarta-feira, realizavam buscas 30 quilômetros abaixo do ponto do acidente para recuperar corpos.

O barco que afundou não atendia às regulamentações e operava de forma ilegal, segundo a Marinha.

(Reportagem de Maurício Savarese)

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