Uma equipe de cientistas russos e americanos descreve, na edição de hoje da revista Nature , o seqüenciamento de pelo menos 70% do genoma do mamute. Esta é a primeira vez que pesquisadores conseguem obter uma seqüência quase completa do DNA do núcleo das células de um animal extinto: seqüenciamentos anteriores, como o do próprio mamute e do homem de neandertal, diziam respeito ao DNA mitocondrial, que se encontra fora do núcleo das células.

É o DNA existente no núcleo que transmite as características hereditárias da espécie.

Para fazer o seqüenciamento, os pesquisadores usaram pêlos de dois mamutes, sendo que o que gerou mais dados, chamado M4, estava preservado há 20 mil anos no gelo do Ártico. “Nós lavamos os pêlos com xampu e alvejante e então os dissolvemos para coletar o DNA que estava lá dentro”, explica um dos autores do trabalho, Stephan Schuster, da Universidade Estadual de Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Uma vez eliminada a contaminação por DNA de outras fontes, como fungos e bactérias, os cientistas acreditam ter ficado com 90% de puro DNA de mamute. O passo seguinte foi comparar os fragmentos de material genético do animal extinto ao DNA de seu parente vivo mais próximo, o elefante. O DNA de elefante serviu como uma espécie de gabarito para a montagem do genoma do mamute. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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