O líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (PSDB-SP), afirmou há pouco que não houve nenhuma concessão no acordo que definiu chapa única do PSDB nas eleições municipais de São Paulo. Havia uma posição francamente majoritária a favor da candidatura própria.

Uma condição que se consolidou nas últimas semanas", disse.

Ele não considerou um recuo a desistência da ala pró-Kassab, mas disse que houve um entendimento que persistir naquela posição era brigar com os fatos. "Brigar com os fatos nem sempre é bom, não dá certo", afirmou. "De um modo ou de outro, o governador José Serra contribuiu para que a discussão fosse a que está prevalecendo aqui hoje. Uma posição de unidade. O governador Serra sabe tanto quanto eu, que a receita para ganhar é a unidade. E a receita para perder é a desunião. Nós queremos ganhar", disse. Em relação à eleição de 2010, Aníbal disse que ainda é muito cedo para pensar, e que a eleição municipal não tem esta associação tão forte com a nacional.

Aníbal, contudo, admitiu que "a unidade do partido prenuncia nessa eleição nossa unidade em 2010". Ele afirmou ainda não ter a menor dúvida de que o governo Serra irá embarcar na campanha de Geraldo Alckmin à Prefeitura paulistana.

O presidente estadual de São Paulo, Antonio Carlos Thame (PSDB-SP), também afirmou que não houve negociação para ter Alckmin como candidato único, e considerou o resultado como importante, pois "uma cisão em um momento tão dramático em uma cidade como São Paulo seria interpretada como uma ruptura".

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