BRASÍLIA - O presidente do Senado, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), declarou nesta sexta-feira que o Congresso não terá tempo hábil para aprovar o projeto que torna inelegíveis os candidatos ¿ficha suja¿ (que foram condenados na Justiça). A afirmação foi feita quando Garibaldi comentava a pauta de votações nas próximas semanas, com críticas ao projeto do fundo soberano que o governo quer criar.

Atualmente, o projeto que impede a candidatura de candidatos já condenados em alguma instância, por crimes ligados à corrupção ou outro tipo de delito com pena de prisão acima de dez anos, está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Para virar lei, teria de ser aprovado antes das eleições de outubro nessa comissão, no Plenário do Senado e, ainda, nas comissões e no Plenário da Câmara dos Deputados.

A lei (contra os ficha suja) já deveria estar aí. Como agora não se tratou, vamos lidar com o que está aí", lamentou o presidente do Senado.

Poupança

Garibaldi Alves Filho criticou a proposta que será enviada, nos próximos dias, pelo governo ao Congresso para criar o Fundo Soberano, uma espécie de poupança de dólares com objetivo de financiar investimentos e atividades de empresas brasileiras no exterior.

"Acho que isso deve ser debatido melhor", disse o senador. A opinião do presidente do Senado se baseia na cautela e críticas com que a idéia do fundo soberano foi recebida por economistas e setores do empresariado, que consideram um desperdício de recursos. Para eles, toda e qualquer economia feita pelo governo deveria ser usada, entre outros fins prioritários, para diminuir a dívida pública, que consome recursos preciosos no pagamento de juros ao mercado financeiro.

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