O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, rechaçou a avaliação de que o excesso de arrecadação projetado no relatório de programação financeira, divulgado ontem pelo Ministério do Planejamento, trata-se de uma folga de caixa. Paulo Bernardo chegou a ficar irritado com os repórteres que usaram essa expressão.

"Eu não disse que tem folga de caixa. Eu duvido que o relatório tenha essa expressão. O senhor não leu", disse Bernardo ao repórter. "O senhor deve ter lido essa informação no jornal. No relatório, não tem essa expressão."

Segundo o ministro, o relatório mostra projeções do que o governo acha que vai ocorrer no ano de receitas e despesas. Bernardo cobrou do Congresso Nacional responsabilidade na votação do projeto que regulamenta a chamada Emenda 29, que prevê mais recursos para a área da saúde. "Nós temos muita confiança de que o Congresso é responsável e não vai votar um projeto insustentável e irresponsável."

O ministro insistiu na tese do governo de que é o Congresso Nacional que tem que apontar as fontes de recursos para o financiamento da Saúde previsto no projeto. "Como é que eles podem aprovar o projeto que cria uma despesa e não dizer como ela será financiada. Eles criam uma despesa e eu é que tenho que resolver?", criticou Bernardo.

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