O presidente Luiz Inácio Lula da Silva empenhou-se nesta terça-feira em conter a preocupação crescente sobre as suspeitas de incidência da gripe suína no País. Antes de embarcar pela manhã de Manaus (AM) para Rio Branco (AC), o presidente admitiu que os casos seguem se multiplicando em outros países, mas afirmou que não vê motivo para alarde no Brasil.

"Este é um momento de cautela, um momento de prevenção. Não é um momento de fazer terrorismo com uma coisa que não chegou aqui", disse Lula, procurando amenizar a preocupação com os casos monitorados em vários Estados.

Lula disse que, em caso de contaminação, o governo será transparente em relação ao assunto. "Se o Brasil tem a coragem de avisar ao mundo no mesmo dia quando chega uma febre aftosa, por que é que não iria avisar ao mundo que tem gripe suína no Brasil?", indagou.

Na segunda-feira, Lula havia feito o sinal da cruz diante dos jornalistas que o acompanhavam numa extensa agenda na capital amazonense, afirmando rezar para que o problema não chegasse ao País. Hoje, ele voltou a declarar que o Brasil possui "remédios" para o caso de contaminação, e acrescentou que vai pedir uma "fiscalização rígida" nos aeroportos.

"Agora, a gente não pode é ficar vendendo pânico, vendendo pânico, vendendo pânico, porque, de repente, você cria um problema onde não existe problema". Lula lembrou o alarde ocorrido no País quando surgiram as primeiras suspeitas de contaminação por gripe aviária. Ele citou em especial a preocupação diante da morte de "duas galinhas" no município paulista de Marília, que não estavam contaminadas com a doença. "Isso diminuiu o consumo de frango aqui no Brasil e diminuiu nossas exportações", reclamou.

Aeroportos fazem prevenção de voos vindos do México

(*Com informações da Agência Estado)


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