Não há corrupção sistêmica no BNDES, diz Coutinho

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse hoje que não há corrupção sistêmica na instituição e sustentou que, se ocorreram irregularidades, elas ocorreram fora do órgão e, até o momento, não envolvem funcionários do banco. Coutinho destacou que a instituição está colaborando com as investigações da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, cujo objetivo é desmantelar uma organização criminosa envolvida com tráfico e prostituição de mulheres e fraudes em financiamentos concedidos pelo BNDES.

Agência Estado |

"Estamos colaborando com as investigações da Polícia Federal. Mas quero em primeiro lugar dizer o seguinte: não existem irregularidades dentro do BNDES. Mas se existem coisas fora do BNDES, elas estão sendo investigadas", disse ele, em visita à 27.ª Feira Internacional da Mecânica, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na Capital paulista.

"Não existe até o momento, pelo que se saiba, envolvimento de pessoas do banco, mas estamos aguardando a conclusão das investigações", acrescentou. Um dos suspeitos de participar do esquema, o advogado Ricardo Tosto pediu afastamento do cargo como membro do Conselho de Administração do BNDES. Ele foi indicado ao Conselho pelo presidente da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, que também é acusado de fazer parte da organização.

Coutinho explicou que os empréstimos que foram suspensos só serão retomados se as investigações concluírem que não há irregularidades. "Os empréstimos que foram suspensos só poderão ser retomados ao fim do processo de apuração", declarou. Estão suspensos os financiamentos para obras de infra-estrutura urbana em Praia Grande, no valor de R$ 129 milhões, e duas operações para as Lojas Marisa, nos valores de R$ 165 milhões e R$ 114,7 milhões.

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