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Não existe independência total na política, diz novo presidente do Conselho de Ética

BRASÍLIA ¿ Eleito presidente do Conselho de Ética do Senado, o senador Paulo Duque (PMDB-RJ) disse nesta quarta-feira que ¿não existe independência total na política¿. O peemedebista será responsável http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/07/15/aliado+de+renan+o+senador+paulo+duque+e+eleito+presidente+do+conselho+de+etica+7315913.html target=_toppela condução das investigações que podem ocorrer no Conselho de Ética contra seu correligionário, o presidente do Senado, José Sarney (AP).

Carol Pires, repórter em Brasília |

Paulo Duque foi indicado para a vaga de presidente pelo líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), e eleito com voto de dez dos quinze senadores que compõem o colegiado. Apenas os cinco senadores da oposição não o apoiaram.

Agência Brasil
Duque foi eleito presidente do Conselho de Ética nesta quarta-feira

Como o presidente do Conselho de Ética tem a prerrogativa de rejeitar sumariamente as denúncias e representações que chegam à comissão, a estratégia do partido foi, ao indicá-lo à vaga, tentar minar um eventual processo contra Sarney.

Estão à espera de análise no conselho três denúncias e duas representações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Pesam contra Sarney a responsabilidade sobre a edição de 663 atos secretos no Senado e uma acusação de suposto desvio de dinheiro pela fundação que leva seu nome. 

Duque também admitiu, logo após sua eleição, não ter conhecimento sobre as denúncias e representações contra Sarney. Não tenho conhecimento das denúncias, mas vamos estudar durante o recesso, disse.

Blindagem a Sarney

Nesta quarta-feira, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) pediu renúncia ao Conselho de Ética. Ele era cotado para assumir a presidência do colegiado, mas enfrentava resistência do PMDB, que receoso de ser traído pela base aliada ao governo, fez garantir que o comando das possíveis investigações contra Sarney ficassem em mãos de um senador do partido. 

O líder do DEM, Agripino Maia (RN), declarou que ficou surpreso com a renúncia de Valadares do Conselho de Ética. O que eu sabia era de que uma pessoa, que tem bom trânsito entre o governo e a oposição, seria o candidato, e este candidato de repente renuncia à cadeira. Mais do que esquisito, é suspeito.

Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), a saída de Valadares da comissão pode ser um sinal de que a condução dos processos contra Sarney será tendencioso.  Foi péssimo. Ele foi tratorado. Foi uma atitude sofrível, já dá um sinal de como será a condução desse processo, avaliou o senador.

De acordo com Demóstenes, se o processo contra Sarney não for levado à diante, a oposição poderá recorrer até mesmo ao Supremo Tribunal Federal (STF). Se o Paulo Duque vier como tropa de choque do governo, desrespeitando a Casa, isso lhe trará problemas, disse. 


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