¿Não é um trabalho tão autoral¿, afirma diretor de ¿Nome Próprio¿ em Gramado

GRAMADO ¿ Um filme sobre paixão e narração. Assim o diretor Murilo Salles definiu ¿Nome Próprio¿, seu quinto projeto, que abriu ontem a mostra competitiva do 36º Festival de Cinema de Gramado. Filmado em sistema digital, o trabalho é um tour de force pelo universo de uma jovem escritora, com seus envolvimentos amorosos e sua escrita. ¿Estava fazendo um filme sobre um assunto que não dominava muito, então me cerquei de uma equipe de mulheres. Não é um trabalho tão autoral assim¿, afirmou o cineasta, ao lado da atriz Leandra Leal, que interpreta a personagem Camila.

Fabio Prikladnicki |

Baseado em textos do blog e de dois livros de Clarah Averbuck (Máquina de Pinball e Vida de Gato), a produção, segundo o diretor, dispensou a participação da escritora. Quando comprei os direitos para o cinema, deixei isso claro, disse Salles, que já havia adaptado obras de João Gilberto Noll e Fernando Sabino. Se os autores não ficam satisfeitos com as adaptações, que façam seus próprios filmes, ironizou.

Leandra, que está sendo cotada para o Kikito de melhor atriz por sua performance, comentou sobre a preparação para o filme, que incluiu uma semana morando no apartamento onde acontece a maior parte das cenas, e sobre os trechos de nudez da personagem. Nesse filme, estou nua o tempo todo, mesmo quando estou vestida, refletiu. Na verdade, o nu só foi difícil quando estava frio.

O diretor Murilo Salles também anunciou seu próximo projeto, O Fim e os Meios. É um thriller político sobre ética no Brasil. Também é baseado em um personagem, mas desta vez masculino, explicou.

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