Nadinho e Girão negam envolvimento com milícias da zona oeste do Rio

RIO DE JANEIRO - O vereador Josinaldo Francisco da Cruz, o Nadinho de Rio das Pedras (DEM), e o candidato a vereador Cristiano Girão (PMN) alegaram não comandar e nem ter qualquer envolvimento com milícias em Rio das Pedras e Gardênia Azul, comunidades que ficam localizadas em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio. As afirmações foram feitas durante uma reunião da CPI das milícias da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), realizada nesta terça-feira.

Redação |

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Moradores dessas localidades, Nadinho e Girão, que pleiteiam nas próximas eleições vagas na Câmara de Vereadores do Rio, disseram que todas as acusações que envolvem seus nomes são fruto de perseguição política. Para o presidente da CPI, deputado Marcelo Freixo (PSol), os depoimentos foram importantes para ampliar o debate sobre os grupos milicianos e confirmar informações que a comissão já tinha acesso.

Foi fundamental ouvi-los porque estão sendo investigados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual (MPE) e, na conclusão de nosso relatório, poderemos fazer um profundo mapeamento desses grupos, destacou o parlamentar.

Sei que toda essa acusação tem fundo político. Meu irmão foi morto três dias antes de uma eleição que eu ganharia, e também perto de outra eleição meu pai foi baleado. Meu muro é pichado com a frase Fora Nadinho e ainda acham que eu sou miliciano?, questionou o vereador de Rio das Pedras.

Ao contrário de Nadinho, Girão afirmou que, na sua comunidade, não há milícia. Ainda não entendo o que é classificado como milícia, mas se for o domínio de transporte alternativo, gatonet, extorsão e venda de gás, isso não existe na Gardênia Azul. O que eu faço lá é proteger a comunidade, afirmou. Sou bombeiro, sou militar e não aceito que ninguém fume, cheire ou assalte na porta da minha casa e na comunidade. Quando vejo, prendo. Já prendi muita gente e, quando é necessário, peço para a polícia ir lá, admitiu.

De acordo com a deputada Cidinha Campos (PDT), que participou da reunião, existe uma denúncia de que Girão teria torturado uma ex-empregada de nome Vilma que havia roubado dinheiro na casa do candidato a vereador.

Há informação de que ela foi torturada na associação de moradores, teve seu peito dilacerado e morreu depois de três dias no hospital. A CPI tem que apurar isso porque é muito grave, denunciou. Freixo destacou que a comissão vai unir esforços para saber como está a apuração desse caso na Secretaria de Estado de Segurança Pública.

No encontro da próxima terça-feira, os depoentes serão o vereador Luiz André Ferreira da Silva, o Deco (PR), e o candidato a vereador Luiz Monteiro da Silva, o Doen (PTC), também acusados de terem relação com grupos de milicianos na zona oeste.

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