Nação Zumbi toca clássicos e conduz multidão na Virada Cultural

O maracatu de uma tonelada na Nação Zumbi requer muita potência de som. Com dois tambores potentes equalizados no mais grave possível e pilotados por Gilmar Bola 8 e Gustavo da Lua, os instrumentos responsáveis pela melodia tem que responder à barreira rítmica à mesma altura. Não que isso seja problema para o guitarrista Lúcio Maia, que com solos nervosos e riffs precisos funciona como um grande maestro da multidão que lotava a Praça da República mesmo com o sol forte do meio-dia.

Tiago Agostini |


A banda pernambucana passeou por toda a sua carreira sem sonegar os hits que os transformaram em um dos maiores nomes do rock brasileiro dos anos 90.

Mesmo assim, o repertório da banda pós-Chico Science não fez feito frente aos clássicos "Manguetown", "Rios pontes e overdrives" e "Maracatu Atômico" . "Blunt of Judah", "Carnaval", "Inferno" e "Bossa Nostra" hipnotizaram o público com seu ritmo e melodias circulares.

Tricia Vieira/FOTOARENA
Tricia Vieira/FOTOARENA
Nação Zumbi na Praça da República

A banda estava totalmente à vontade no palco e parecia fazer um show em sua cidade natal, Recife. Ao exaltar a beleza da Virada Cultural, Jorge Du Peixe a comparou com o Carnaval de Recife, ao que Lucio Maia convidou todos os paulistas a visitarem a capital pernambucana na folia de momo no próximo ano.

Ao final, Gilmar Bola 8 comandou um grande ensaio rítmico com a plateia, fazendo todos baterem palmas conforme a batida de seu tambor. Uma aula de como peso e melodia podem conviver lado a lado perfeitamente.

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