http://images.ig.com.br/ult_us/selo_eleicoes.jpg align=leftA campanha ainda não está nas ruas oficialmente, mas o discurso dos candidatos à Presidência já começam a tomar corpo. Na viagem de três dias ao Rio Grande do Sul, a ex-ministra Dilma Rousseff falou a empresários da região durante almoço na última quinta e sexta-feira dos principais programas do governo Lula e que serão bandeiras de sua campanha. O Minha Casa, Minha Vida, Bolsa Família e PAC 2 dominaram o cardápio. O Programa de Aceleração do Crescimento, inclusive, foi parar na sala de aula do Centro de Cuidados Nossa Senhora da Paz, em Caxias de Sul.

Acompanhada por assessores e políticos locais,  Dilma foi recebida pela população local na última quinta-feira.  Assistiu  à apresentação de uma banda de jovens, ouviu projetos dos gestores do local e, na hora de agradecer o convite, falou da segunda fase do PAC para uma plateia de jovens de 6 a 16 anos, professores e jornalistas.

"Uma coisa que tentamos fazer no PAC 2 nós chamamos de praça do PAC. É um pouco o que estou vendo aqui", disse a ex-ministra aos jovens do espaço. "Projeto em que jovens, crianças e até pessoas da terceira idade possam participar de uma ação comunitária que você combine cultura, teatro e espaço como cinema", explicou Dilma.

O PAC 2 é um pacote que amarra projetos novos e velhos sob nova embalagem. Tem foco em grandes cidades, com o objetivo de atrair os votos das regiões metropolitanas do Sul e do Sudeste, onde a oposição está na frente na disputa com a petista. 

Fora do ambiente empresarial, Dilma manteve o discurso formal. Sem a companhia do padrinho político, o presidente Lula, falou de geração de empregos logo após ter sido apresentado ao "mago", gestor da escola que incentiva o hábito. Fantasiado, ele questionou os presentes se já haviam lido a sua obra do dia. Na hora de responder, a ex-ministra garantiu: "eu leio todo dia".

Na fase pré-campanha, a coordenação quer testar Dilma junto ao eleitorado. Programou uma série de viagens para garantir vitrine para a ex-ministra até junho, quando será oficializada a campanha.

Sem a exposição oferecida por eventos oficiais como o PAC 2, a coordenação da campanha quer levar Dilma a encontros com  movimentos sociais e militantes em diversas cidades do País para aquecer o período e promover debates.

Neste sábado, ela fecha o roteiro no Sul, região onde o PT enfrenta grande resistência política, com um evento entre centrais sindicais e cooperativas, em Porto Alegre.

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