Na Paulista, planos de passar a noite na rua

Era meia-noite e a Avenida Paulista, no centro, ainda tinha congestionamento nos dois lados. Os órfãos do Metrô - que parou de funcionar e pediu para que todos saíssem das estações ao longo da via (na Linha 2 Verde) - já planejavam dormir na rua.

Agência Estado |

A frase mais ouvida era "não sei o que fazer". Ao léu, pedestres caminhavam no escuro.

"Sou totalmente dependente do Metrô. Não tenho como falar com ninguém em casa. Vou passar a noite aqui", disse a estudante Dilma Anjos, de 26 anos, que mora em Arthur Alvim, bairro da periferia da zona leste. Ester Damaceno, de 21 anos, moradora de Guarulhos, também já não acreditava que conseguiria chegar em casa. O último ônibus saia às 23h40 da Estação Armênia. Ela estava perto da Estação Brigadeiro e o relógio marcava 23h15. "Nunca pensei em passar a noite na rua." Mas teve quem improvisasse. O médico Guilherme Leone, de 26 anos, que mora na Lapa, na zona oeste, pensava em dormir em sua clínica, na Alameda Santos. "Vou ter de usar a maca, fazer o quê?"

A orientação de policiais era fazer o trânsito fluir. Mas a estratégia de policiamento - e dos 45 marronzinhos deslocados para Paulista - não evitou a lentidão recorde para o horário. Os bares e restaurantes, que ficariam abertos até a 1 hora, fecharam as portas entre 22h45 e 23h30.

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