Na Paraíba, prefeitos gastaram até R$ 40,80 por voto

JOÃO PESSOA - Nos 20 maiores colégios eleitorais do Estado da Paraíba, a soma dos gastos de campanha dos prefeitos eleitos este ano ultrapassou os R$ 6,4 milhões. Juntos, eles obtiveram mais de 600 mil votos. A média do preço do voto (a divisão dos gastos de campanha pelo número de votos obtidos pelos eleitos) chegou a R$ 12,47.

Agência Nordeste |

O voto mais "caro" foi registrado em Esperança, no Brejo paraibano, conforme levantamento feito pelo "Jornal da Paraíba",  no site do Tribunal Superior Eleitoral. O prefeito eleito Nobinho Almeida (PTB) gastou pouco mais de R$ 391 mil na campanha de 5 de outubro e obteve 9.605 votos. O "preço" do voto foi R$ 40,80.

A maioria dos recursos doados à campanha de Nobinho foi de empresas privadas pertencentes aos familiares de Nobinho. A firma Almeida Comércio Distribuidor de Materiais de Construção doou mais de R$ 180 mil e a Polibalas Distribuidora de Alimentos, R$ 40 mil. Já a empresa Bom Gás fez uma doação de R$ 20 mil para a campanha do petebista, que derrotou nas urnas Anderson Monteiro (DEM), filho do deputado estadual Arnaldo Monteiro.

O segundo maior "preço" do voto foi registrado em Sousa: R$ 20,95. Os gastos de campanha do  prefeito eleito Fábio Tyrone (PTB) ultrapassaram os R$ 376 mil. Ele foi eleito com 17.971 votos, numa disputa acirrada com o atual vice-prefeito André Gadelha (PMDB). Do total das doações, R$ 260 mil foram recursos próprios do petebista. Já o deputado Lindolfo Pires (DEM) doou R$ 10 mil e Armando Abílio (PTB), R$ 7,58 mil. A Construtora Coplan (Consultoria, Construção e Planejamento de Obras) fez uma doação no valor R$ 5 mil para a campanha de Tyrone.

O terceiro do ranking é o prefeito eleito de Sapé, João Clemente (DEM), mais conhecido como João da Utilar. Ele obteve 10.104 votos e as despesas de campanha chegaram a R$ 199.859,34. O valor médio do voto é de R$ 19,78. Do total de doações, apenas R$ 789 foi de empresa. Trata-se do Rei dos Esportes. Individualmente, quem mais injetou na campanha foi o próprio candidato: R$ 37,3 mil.

Em seguida, aparece Campina Grande. A campanha do prefeito reeleito, Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), custou R$ 1.969.033,12 para uma votação de 116.222 sufrágios no segundo turno. O preço médio do voto ficou em R$ 16,94. A maioria das despesas foi custeada por doações da iniciativa privada. A Novatec Construções e Empreendimentos doou R$ 500 mil. Por sua vez, a Inel Material de Elétrico fez uma doação R$ 135 mil e J.C. Rocha Comércio de Material de Construção de R$ 100 mil. Os diretórios do PMDB doaram as seguintes quantias: Nacional (R$ 110 mil), Estadual (R$ 175 mil) e Municipal (R$ 175 mil).

No quinto lugar, está Queimadas. O preço médio do voto do prefeito eleito José Carlos Rêgo (PTB), "Carlinhos de Tião", foi R$ 16,20.

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