Na CPI, diretor do Google anuncia filtro antipedofilia

Numa iniciativa inédita no País, o maior site de busca na internet do mundo, o Google, entregou ontem para investigação do Ministério Público e da Polícia Federal - por intermédio da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia - dados de 3.261 páginas privadas do site de relacionamentos Orkut, suspeitas de conter material de estímulo e divulgação de pedofilia.

Agência Estado |

Depois da entrega ao presidente da comissão, senador Magno Malta (PR-ES), o diretor de comunicação da empresa Google, Félix Ximenes, anunciou a criação de filtros no Orkut para impedir a divulgação de fotos e textos suspeitos.

Segundo Ximenes, a nova ferramenta contará com mecanismos semelhante aos já usados para reprimir a veiculação de pirataria pela rede. A tecnologia, disse ele, dará mais rapidez na pesquisa de dados e fotos, facilitando identificação de arquivos com imagens de vítimas de pedofilia.

A CPI deve determinar amanhã a quebra do sigilo telefônico de supostos pedófilos que mantenham páginas no site de relacionamentos Orkut. A promessa foi feita ontem pelo presidente da CPI, senador Magno Malta. “Amanhã, determinaremos a quebra do sigilo telefônico e certamente chegaremos a todos eles (os supostos pedófilos).”

Malta e outros integrantes da comissão irão hoje à Ilha de Marajó (PA) para ouvir denúncias do bispo d. José Luiz Azcona Hermoso e de outros religiosos sobre exploração sexual e prática de pedofilia, com o envolvimento de autoridades da região. Os religiosos têm sido ameaçados de morte por denunciarem o fato. Amanhã a CPI completa um mês de atividade. No período, foram ouvidas procuradores, promotores, policiais e outras autoridades envolvidas no combate à pedofilia. Nos próximos dias, serão ouvidas pessoas suspeitas de ligação com o crime. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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