Na Bienal, Kyiosaki diz que educação financeira provocou crise mundial

RIO DE JANEIRO - Se a maioria dos americanos tivesse aprendido sobre educação financeira quando frequentavam as escolas provavelmente a crise econômica não teria afetado o país e consequentemente o mundo. Essa é a opinião de Robert Kyiosaki, autor do livro ¿Pai Rico e Pai Pobre¿, que já vendeu mais de 20 milhões de livros em todo mundo, sendo mais de 2 milhões no Brasil. A obra já foi traduzida para 52 idiomas e publicada em 109 países.

Daniel Gonçalves, especial para o Último Segundo |

Durante um encontro no Auditório Euclides da Cunha, na XIV edição da Bienal do Livro, no Rio Centro, no Rio de Janeiro, Kyiosaki afirmou existem três tipos de educação que uma pessoa pode adquirir: acadêmica, profissional e financeira. Contudo, esta última não recebe a devida atenção. Nada se aprende na escola sobre dinheiro. A educação é uma das razões da crise internacional de hoje é que o sistema educacional não acompanhou os novos tempos. Hoje eu tenho amigos que eram milionários no ano passado e hoje estão falidos.

Kyiosaki explica que teve dois pais ¿ que motivou o título de sua obra mais famosa -, o primeiro, biológico, tinha grande conhecimento acadêmico, mas insistia em lhe dizer que, para enriquecer, deveria apenas estudar e arranjar um bom emprego. Mas seu segundo pai, amigo do primeiro, sem cultura ou dinheiro, ensinou-lhe o poder do investimento e de diferenciar o que é ativo ¿ lucro - e o que é passivo ¿ despesas na vida. Esse pai acabou enriquecendo e tornando-se o homem mais rico do Havaí, onde Kyiosaki nasceu. Mas nos Estados Unidos isso não existe nos currículos escolares. Por isso há tantas pessoas em crise hoje, explica.

Os americanos acharam que suas casas ¿ durante o boom imobiliário ¿ eram ativos, mas na verdade elas são passivos, ou seja, provocam despesas. Quando a crise chegou, todos só tinham passivos, não tinham ativos. E a prioridade é construir ativos. Se hoje eu e minha esposa parássemos de trabalhar, ainda teríamos 2 milhões entrando mensalmente. Nós construímos ativos, garantiu.

Robert disse que desde os nove anos havia resolvido que não seria empregado, mas teria seu próprio negócio. Mesma opinião compartilhada pela sua esposa, Kim Kyiosaki, que também subiu ao palco do auditório. O casal se conheceu em 1985, chegaram a falir no fim da década de 1980, mas conseguiram prosperar no ramo da exploração de petróleo.

Eu fui demitida duas vezes do mesmo emprego. Eu odiava receber ordens. Nós dois resolvemos que não queríamos empregos e sim fazer negócios, diz a autora do livro Mulher Rica. De acordo com Kim, as mulheres do século XXI não podem ser mais dependentes dos maridos ou do governo.

Em sua primeira passagem pelo Brasil, Roberto Kyiosaki finalizou dizendo que não importa se a pessoa é faxineira, médica, rica ou pobre. Ela precisa ter educação financeira, e saber enxergar que nos momentos de crise é que surgem as melhores oportunidades.

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