Na aula de Dança Materna, mães bailam com seus bebês Por Fernanda Brambilla São Paulo, 04 (AE) - É ao som de música brasileira, que pode variar de Barbatuques a João Bosco, que cautelosas mamães arriscam movimentos corporais. O olhar de cada uma delas não está no espelho, mas em suas pesadas bolsas a tiracolo, de onde seus bebês acompanham tudo curiosos.

Hora de dançar.

O objetivo da aula de Dança Materna é aliar uma atividade física para mamães no delicado período de pós-parto a uma experiência rica em cumplicidade com os filhos a partir de um mês e meio de idade. Cada aluna prende o bebê a um carregador de pano chamado sling, usado como uma bolsa, e embala as crianças enquanto dança. "Os primeiros meses após a gravidez são muito trabalhosos e exaustivos para as mulheres. Então, depois que o bebê nasce, a mãe se sente muito cansada e hesita em sair de casa. Esse é um momento para ela curtir sem preocupações", explica a professora e idealizadora da dança, Tatiana Tardioli, de 33 anos. "A maternidade é uma coisa muito idealizada, há uma expectativa muito alta."

De acordo com Tatiana, os bebês se adaptam facilmente ao balanço. "A maioria dorme durante grande parte da aula. Alguns até mamam. Os bebês ficam incrivelmente calmos, não tem gritaria. A mãe relaxa e seu filho se beneficia dessa tranquilidade", garante a professora. O único cuidado é aconchegar a criança devidamente no sling, isolando de impacto a cabeça e a coluna. "O balanço remete à barriga da mãe, então o bebê se entrega rapidamente. É comum a movimentação ajudar nas cólicas." A companhia de outros pequenos também é benéfica. "O bebê reconhece os outros como pares. O convívio e a interação que podem nascer dessa atividade também são muito válidos no desenvolvimento."

A aula de 90 minutos é dividida em exercícios de alongamento e dança, e termina com uma sessão de terapia grupal. Durante o alongamento, os bebês ficam ao lado das mães. "Muitas mulheres chegam com dores nas articulações e na região da coluna lombar", aponta a professora. Em seguida, a parte aeróbica consiste de movimentos leves, sem saltos. "É uma atividade planejada para respeitar o corpo da mulher. Aqui ninguém chega preocupado em calorias", lembra Tatiana, que montou a sequência com auxílio de fisioterapeutas. "A dança é um momento para mãe e bebê se curtirem. A perda de peso é consequência, mas não é o mais importante." Ao longo da aula, as mães também carregam os bebês no colo, brincam com o sling e até os suspendem no ar durante alguns movimentos. "A coordenação motora do bebê também é ativada, mas sempre de forma muito suave."

A parte final da aula reúne as alunas para compartilhar experiências da nova rotina. "É um encontro de mulheres que estão no mesmo momento da vida, enfrentando situações semelhantes no dia a dia. Fazemos uma roda de conversa", explica a professora. Ela mesma compôs a novidade depois que a filha, Nina, de 2 anos, nasceu. "Comecei a levá-la comigo às aulas. Aos poucos, passei a incorporar a Nina aos movimentos, a adaptá-los, e logo estávamos dançando juntas", lembra Tatiana, que dança profissionalmente há 11 anos. Conforme o bebê vai se desenvolvendo, os movimentos vão se tornando mais fortes.

Serviço:
Centro Cultural Rio Verde - Dança Materna para mães e bebês
Rua Belmiro Braga, 119.

(11) 3459-5321
R$ 180 mensais (R$ 50 aula avulsa)
tatianatardioli@yahoo.com.br

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