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Musical ... E o vento levou estréia e não conquista a crítica em Londres

A adaptação musical de ... E o vento levou, que teve sua estréia mundial nos palcos de Londres na noite desta terça-feira, não agradou a crítica, que reclamou da falta de paixão entre Scarlett OHara e Rhett Butler, mas foi recebido com aplausos e de pé pelo público.

AFP |

O crítico do Daily Telegraph, Charles Spencer, disse que não havia "química sexual" entre os dois protagonistas principais, vividos por Jill Paice, uma atriz da Broadway pouco conhecida, e o britânico Daniel Danesh, que ficou conhecido no reality show "Pop Idol".

"Paice é bonita e cheia de energia, mas não tem o perigoso erotismo que pede o papel", escreveu Spencer, que também criticou as canções por "falta de brilho".

O musical também só recebeu duas, das cinco estrelas, da crítica do jornal The Times. O crítico do Independent, Paul Taylor, por sua vez, deu três estrelas, que elogiou o "diabolicamente encantador Darius Danesh e sua sedução insolente, sua voz aveludada", mas não gostou da atriz que vive Scarlett, que não lhe pareceu suficientemente "felina".

Para a maior parte da crítica é Danesh que salva o musical.

O audacioso projeto de levar a adaptação musical do romance épico de Margaret Mitchell, imortalizado no cinema em 1939 por Vivien Leigh e Clark Gable, era esperado com ansiedade.

Os amores e desamores da sensual e tempestuosa Scarlett O'Hara e do galante e imprevisível Rhett Butler no contexto da Guerra Civil dos Estados Unidos chegaram ao New London Theatre pelas mãos do diretor britânico Sir Trevor Nunn, conhecido pela direção de obras shakespearianas e musicais clássicos como "Cats" e "Les Miserables".

A americana Margaret Martin, uma médica de 53 anos que jamais trabalhou no teatro, é a autora do libreto e da música, e contou numa entrevista ao Financial Times que compunha canções em seu tempo livre e, que em 1998, resolveu fazer uma adaptação do livro de Mitchell, depois de vencer o ceticismo da Stephen Mitchell Trust, que administra a obra da autora.

Contou também que enviou o material ao diretor britânico depois de ler numa entrevista que Nunn sentia uma paixão pessoal pela história dos Estados Unidos e, em especial, a guerra civil desse país.

ame/jz/cn/fp

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