Musical no Rio revê o mito e a mulher Carmen Miranda

Quando era estudante de teatro, nos anos 70, da École Jacques Lecoq, em Paris, Stella Miranda ouviu do próprio Lecoq que ela deveria interpretar Carmen Miranda. Não só pela coincidência do sobrenome, naturalmente, mas pelo fato de as duas serem ligadas tanto à arte de atuar quanto à de cantar.

Agência Estado |

De lá para cá, foram muitos os encontros de Stella com a Pequena Notável. O que lhe permite a montagem, com toda propriedade, do musical "Miranda por Miranda". O espetáculo que a atriz estreou na semana passada no Sesc Ginástico, no Rio, é diferente de South American Way, musical dirigido por Miguel Falabella que lhe rendeu os prêmios Shell, Quality e Governador do Estado em 2001. Desta vez, mais do que encarnar Carmen, Stella fala de sua relação com a mulher e o ícone, em textos curtos escritos por ela.

"Em South American Way, éramos 22 pessoas. Este é meio camerístico, quis fazer em primeira pessoa, a Carmen do lado de cá. O Miguel me fez perceber que essa era a singularidade do espetáculo", explica a atriz, ao falar da ajuda de Falabella, parceiro de tantos anos e companheiro de cena no humorístico da TV Globo "Toma Lá Dá Cá". Foi ele também que a convenceu a estrelar o musical de oito anos atrás (com Soraya Ravenle, que interpretava a Carmen do início da carreira, enquanto Stella a vivia na maturidade).

"Carmen é o Brasil em forma de mulher, uma personagem encantadora", justifica Stella. "Miranda por Miranda" foi preparado sob encomenda do Sesc, tendo como mote o centenário de Carmen. Stella escolheu um repertório de clássicos "mirandianos", desde "Taí", de 1930, o primeiro sucesso, a "Disseram Que Eu Voltei Americanizada", de dez anos depois. São muitas as oportunidades que o público tem de cantar junto, independentemente da faixa etária: "Batucada da Vida", "Paris", "Camisa Listrada", "Adeus Batucada", "South American Way"... O medley carnavalesco inclui "Mamãe Eu Quero", "Chiquita Bacana", "Tico-Tico no Fubá" e "Touradas em Madri". O espetáculo fica em cartaz até 13 de dezembro, encerrando o Ano Carmen Miranda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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