Depois das marchinhas de carnaval, das canções da era do rádio e do repertório de alguns de nossos maiores cantores, o samba, gênero brasileiro por excelência, ganha seu musical. Eu Sou o Samba , de Fátima Valença - mesma autora de Rádio Nacional - As Ondas Que Conquistaram o Brasil , Pixinguinha , Elis - Estrela do Brasil , Orlando Silva - O Cantor das Multidões e Dolores -, estréia hoje, no Teatro Carlos Gomes, no Rio.

Em duas horas, a peça narra a trajetória do samba da década de 20 à de 70, do maxixe ao samba-enredo. O samba-canção, a bossa nova e outras derivações são mostrados como se ali desfilasse uma escola de samba, cujo enredo é a história do ritmo, desde a fase em que os sambistas eram perseguidos pela polícia à consagração em todo o Brasil. "Faltava um musical que falasse sobre nossa marca registrada. Nada fala mais sobre nós do que o samba", diz a produtora Claudia Vigonne.

A direção é de Fabio Pillar (de Rádio Nacional); os 130 figurinos e a cenografia, de Rosa Magalhães e Dóris Rollemberg; a direção musical, de Helvius Vilela (que comanda sete músicos do fosso do teatro), com pesquisa de João Máximo. Inicialmente, ele chegou a 135 músicas. Ficaram 63.

São clássicos dos clássicos, para a platéia cantar junto, começando com A Voz do Morro (Eu sou o samba/a voz do morro sou eu mesmo sim senhor), e passando por Jura , Pelo Telefone , Exaltação à Mangueira , Feitio de Oração , Se acaso Você Chegasse , Só Danço Samba , Diz Que Fui Por Aí , Onde a Dor Não Tem Razão e outras, chegando a Não Deixe o Samba Morrer . Carlinhos de Jesus assina a coreografia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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