Museu nova-iorquino ganha sede nova em construção controversa

Por Christian Wiessner NOVA YORK (Reuters) - O prédio com aparência de bunker situado perto do Central Park, em Manhattan, foi visto durante décadas como mancha que enfeava a paisagem da cidade, apesar de seus motivos venezianos e janelas em formato de portinholas.

Reuters |

Mas uma mudança no revestimento e cortes na espessa fachada de concreto, para permitir a passagem de luz, o converteram na nova sede do Museu de Artes e Design (MAD), que abrirá suas portas ao público no sábado, 27 de setembro.

"Este prédio foi desancado durante anos", disse Dorothy Globus, curadora de exposições do MAD.

"Era um bunker, não dava para enxergar nada em seu interior. Não funcionava", disse ela em entrevista.

A crítica de arquitetura Ada Louise Huxtable o descreveu como "palácio veneziano fracassado montado sobre pirulitos" - as colunas de apoio do prédio, que, a partir disso, ganhou o apelido de "The Lollipop Building" (edifício pirulito).

Após um projeto de reforma e renovação que durou seis anos, o MAD pôde dobrar o espaço de exposição de seus 3.000 artefatos de arte de cerâmica, vidro, metal, fibra e madeira, que ganharam destaque graças à agora abundante luz natural.

A nova fachada de painéis de terracota vitrificada, que absorvem a luz natural, muda sutilmente a cor e o caráter da parte externa da construção, segundo o ângulo desde o qual ele é visto, a hora do dia e a época do ano.

O Museu de Artes e Design foi aberto em 1956, num momento em que crescia nos EUA o interesse pelas artes e o artesanato.

"As pessoas pensavam que a cerâmica era usada apenas para produzir pratos e objetos funcionais", explicou Globus.

"Mas, com a celebração da habilidade envolvida na criação desses objetos feitos à mão, a cerâmica evoluiu para arte e escultura."

Uma mostra intitulada Segundas Vidas, aberta na nova sede do museu, destaca obras feitas de objetos do dia-a-dia. Os resultados são bizarros e comoventes.

"Spoons" (colheres), de Jill Townsley, é feito de 9.273 colheres de plástico e 3.091 elásticos. Cada elástico prende três colheres, formando um tripé. Os tripés foram empilhados, formando uma estrutura que lembra um prédio em construção.

A expectativa é que a construção se "desconstrua" aos poucos, à medida que os elásticos começarem a quebrar.

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