Por Joan Gralla NOVA YORK (Reuters) - Um museu dedicado aos ataques de 11 de setembro de 2001 irá exibir vídeos do martírio feitos pelos sequestradores, mas os depoimentos do público serão incluídos para evitar que simpatizantes louvem os criminosos, disseram autoridades do museu.

Tentativas anteriores de contextualizar as motivações dos terroristas enfrentaram uma rejeição pública emocional, e políticos cancelaram planos de um "Centro Internacional da Liberdade" em 2005.

Mas o presidente do Museu e Memorial Nacional do 11 de setembro disse que os vídeos feitos por alguns dos 19 sequestradores em preparação para as missões suicidas são parte dos "depoimentos das testemunhas" e poderão ser consultados à vontade na exposição.

O museu e o memorial devem ser instalados onde ficavam as torres do World Trade Center, local dos ataques que passa por uma reconstrução. O memorial, que consistirá de uma praça e piscinas refletoras marcando a localização das Torres Gêmeas, e está programado para abrir no décimo aniversário do atentado, em 2011. O museu subterrâneo deve ser inaugurado em 2013.

O museu está convidando pessoas de todo o mundo a enviar fotos e lembranças gravadas dos ataques, que serão exibidas na página na Internet da instituição.

Indagado se investigará as motivações econômicas, como a sede do ocidente pelo petróleo do Oriente Médio, o presidente do museu, Joe Daniels, replicou: "Deixem os criminosos falarem por si próprios (...) foi um assassinato em massa perpetrado por um grupo", disse ele.

As fotos mais chocantes, como as de pessoas que saltaram das Torres Gêmeas para escapar do calor e das chamas, serão exibidas em local separado.

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