Mulheres são maioria recorde nos cursos de medicina de SP

A saúde de São Paulo está cada vez mais feminina. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo informou que o número de estudantes mulheres bateu recorde: hoje elas somam 54% entre os 3029 recém-formados em 2009, maioria entre os novatos de jaleco. Ano passado, elas eram 52% e na década de 80 não passavam de 35%.

Fernanda Aranda, iG São Paulo |

Ainda que entre os matriculados em cursos de medicina paulistas elas sejam majoritárias, no dia-a-dia os médicos do sexo masculino seguem em maior número. Dos 101.087 médicos em atividade, aproximadamente 60% são homens. Apesar do novo presidente do Cremesp,  Luiz Alberto Bacheschi, acreditar em tendência de feminilização da profissão, o equilíbrio de gênero na rotina dos hospitais, consultórios e pronto-socorros acontece só em algumas especialidades.

Em São Paulo, dentre as 53 especialidades médicas oficialmente reconhecidas, os homens são maioria em 39 delas e chegam a ser dez vezes mais em especialidades como Ortopedia e Traumatologia e em Urologia.  No entanto, as mulheres têm larga vantagem, por exemplo, em Pediatria e Dermatologia, onde são, proporcionalmente, cerca de quatro vezes mais numerosas.

Minoria no governo

Apesar da larga vantagem entre as formadas em medicina de São Paulo, o Brasil ainda convive com a ampla maioria masculina nos órgãos de saúde governamental. No próprio estado paulista, tanto a pasta estadual de saúde quanto a municipal são administradas por homens (Luiz Roberto Barradas Barata e Januário Montone). O ministro da saúde também é do sexo masculino, José Gomes Temporão.

O iG fez levantamento em todo País e identificou que entre os 26 Estados brasileiros mais o Distrito Federal, apenas duas secretarias estaduais de saúde são comandadas por mulheres. Uma delas é a do Pará, por Laura Rosset. A outra é Goiás, Irani de Moura.

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