Mulheres podem ganhar medicamento para tratar saúde sexual

Um novo tratamento pode ajudar mulheres com Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (TDSH), que se caracteriza pela diminuição do desejo sexual associada à dificuldade de relacionamento. Estudos da fase III, apresentados em Lyon, na França, durante o 12º Congresso da Sociedade Europeia de Medicina Sexual, mostraram que flibanserin aumenta o número de eventos sexuais satisfatórios e também o desejo sexual de mulheres na pré-menopausa.

Agência Estado |

O novo tratamento não é hormonal e age no sistema nervoso central. As pesquisas com flibanserin foram realizadas com 5 mil mulheres.

“Para administração de um tratamento como este que está sendo estudado, será necessário diagnóstico preciso por parte de profissional médico, que confirmará o TDSH e excluirá qualquer outro problema prévio, como baixa autoestima, conflitos no relacionamento com o parceiro, uso de medicamentos ou presença de doenças que afetem o desejo sexual, dentre outras situações que podem inibir o interesse pelo sexo secundariamente”, diz a médica Carmita Abdo, psiquiatra e coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (ProSex).

A diretora da Unidade de Endocrinologia Ginecológica e Menopausa da Fundação Maugeri, da Universidade de Pavia, na Itália, Rossella Nappi, afirma que o TDSH é uma forma comum de disfunção sexual feminina e que não há atualmente aprovação de tratamento para mulheres com tal transtorno. Nappi é investigadora primária do estudo europeu.

"Flibanserin é um novo composto não-hormonal investigado como tratamento de mulheres na pré-menopausa com TDSH. Com base nos resultados dos estudos clínicos apresentados no congresso da ESSM (European Society for Sexual Medicine), o produto tem potencial para ajudar muitas mulheres que sofrem por falta de desejo sexual”, diz.

AE

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