Um levantamento do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) e da Secretaria de Estado da Saúde aponta: 30% dos homens que procuraram tratamento no Ambulatório de Sexualidade do setor de Urologia do Instituto Central do HC o fizeram por incentivo das mulheres ou namoradas. Segundo o coordenador do ambulatório, Joaquim Claro, o resultado da pesquisa é reflexo das mudanças ocorridas no comportamento feminino nas últimas décadas.

“A mulher hoje tem meios de comparação, já teve outras experiências”, diz o urologista. “E tem abertura para comentar isso (o desempenho sexual) com o marido ou namorado.”

O especialista afirma que os homens também mudaram. Antes avessos a qualquer tipo de crítica, agora aceitam a realidade: podem falhar. “Eles passaram, espontaneamente, a aceitar com normalidade comentários e críticas femininas e, por isso, vão ao médico (quando têm necessidade).” Psicóloga e especialista em sexualidade, Giovanna Lucchesi diz que, hoje, os casais procuram melhorar a vida sexual - dos dois. O que não pode haver, segundo ela, é cobrança por um melhor desempenho. “Tem de haver incentivo.”

Claro explica que, entre os mais jovens, a disfunção erétil é provocada por ansiedade. “Ele quer mostrar que é um homem completo e acaba tendo tanta ansiedade que o nível de adrenalina sobe.” Nesse caso, o tratamento é feito com base em remédios que melhorem a ereção e, se o problema continuar, terapia. Entre os mais velhos (com mais de 55 anos), o problema é causado por doenças como a diabetes, doenças cardíacas e hipertensão. O tratamento é feito com remédios mais fortes, injeções penianas e prótese. As informações são do Jornal da Tarde.

AE

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