Hoje começou a Jornada Nacional de Mulheres da Via Campesina, em todo o País. Em Pernambuco, trabalhadoras rurais ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e da Comissão Pastoral da Terra (CPT) realizam protestos pela reforma agrária e contra o trabalho escravo.

A previsão é de que as ações sigam até o final da semana.

"Vamos aproveitar as comemorações do Dia Internacional da Mulher para externar nossa discordância com o modelo de agronegócio desenvolvido em nosso País. Além disso, vamos cobrar do poder público a realização de uma reforma agrária eficiente", disse Marluce Melo, da coordenação estadual da CPT.

Na Mata Norte, região de conflitos envolvendo produtores canavieiros e os movimentos sociais, as mulheres realizarão um protesto contra o modelo de monocultura de cana e o trabalho escravo - que segundo os movimentos ainda é encontrado em algumas propriedades. De acordo com dados da CPT, o setor sucroalcooleiro foi o que mais se utilizou da mão de obra escrava no ano de 2008 em todo o País. "Um total de 2.553 trabalhadores, o que representa 49% dos resgatados da escravidão, estavam neste setor", destacou Marluce Melo.

No sertão, as atividades serão concentradas na cidade de Petrolina, onde as camponesas farão um ato contra o avanço do agronegócio na região. Fontes ligadas a Via Campesina não descartam a realização de ocupações de terra.

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