SÃO PAULO - Na noite de sábado para domingo termina o horário de verão, o relógio será atrasado, as pessoas vão ganhar uma hora a mais de sono e os homens e as mulheres terão 60 minutos extras para conviver com as divergências na cama. Explica-se: pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) acaba de atestar que os sexos têm comportamentos bem diferentes na hora de dormir.

Elas demoram 25 minutos para pegar no sono, cinco minutos a mais do que eles, conta a bióloga Andressa Silva, que realizou o estudo com 2.365 pacientes, de todas as idades.

Em compensação, enquanto os homens apresentam 31 intercorrências durante o sono (acordam ou quase despertam), as mulheres têm 17, o que faz o padrão feminino de sono ser de melhor qualidade, completa.

O comportamento diferente entre os gêneros revela algumas características da personalidade que são estendidas para o cotidiano. Além de comprovar cientificamente que o homem é mais sonolento durante o dia - já que dorme mal - outra característica é que as mulheres, naturalmente, acabam tendo uma proteção contra doenças, em especial, a do grupo de problemas respiratórios.

Pesquisas já atestaram que a qualidade do sono impacta diretamente no sistema imunológico das pessoas. A última evidência está na recente edição do Archives of Internal Medicine . Um estudo com 153 pessoas concluiu que aqueles que dormiram menos de sete horas por noite apresentaram o triplo de resfriados, comparado com os que passaram mais de oito horas na cama. Outras publicações científicas evidenciam que a privação de sono está relacionada aos problemas cardíacos, como enfartes.

Andressa ressalta que a melhor qualidade de sono da mulher cessa na menopausa. Depois dos 45 anos, o padrão de qualidade cai. Os resultados alteram a perspectiva do tratamento e pode levar à introdução de novos elementos terapêuticos. As informações são do "Jornal da Tarde".

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