Mulher de vítima de atentado soube da morte por amiga

Ao ver na televisão, na noite da sexta-feira, a notícia sobre o ataque à American Civic Association, em Binghamton, Márcia Lins Alves, 36 anos, sentiu um aperto no coração. Seu marido, Almir Olímpio Alves, 42 anos, fazia pós-doutorado em Matemática na Universidade de Binghamton e diariamente fazia aulas para aprimorar o inglês.

Agência Estado |

Tranquilizou-se ao perceber que a associação alvo do vietnamita Jiverly Woong, que matou 13 e se suicidou, se situava em um bairro diferente do que morava o marido, próximo da universidade. Deixou o assunto de lado, ocupada com a correção de uma monografia. No dia seguinte, sábado, soube, através de Carlinda, mulher do orientador do marido, o peruano Pedro Ontaneda, que o desassossego que havia sentido no dia anterior tinha motivo. Almir estudava naquela associação e estava entre os mortos.

Inicialmente submetida a medicação, Márcia preferiu enfrentar a tragédia, todas as entrevistas e a burocracia que a espera só com a fé e a confiança em Deus. A emoção se torna mais forte quando ela se refere ao único filho do casal, Alan, de 16 anos. "Ele está desesperado", disse, em entrevista, por telefone, da casa dos seus pais, em Bonança, distrito do município metropolitano de Moreno (PE).

Alves foi uma das pessoas que morreram após disparos feitos por um homem dentro de um prédio da American Civic Association, na cidade Binghampton, no estado de Nova York (EUA), nesta sexta-feira. O professor estudava dentro do centro que auxilia imigrantes e refugiados a se integrarem à sociedade local.

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