Mulher de boxeador morto é transferida para presídio feminino no Recife

RECIFE - A mineira Amanda Carina Barbosa Rodrigues, de 23 anos, suspeita de ter enforcado o marido e boxeador canadense Arturo Gatti, 37, foi transferida para a Colônia Penal Feminina, no Recife, na noite deste domingo (12). A Polícia Civil de Pernambuco indiciou Amanda por homicídio qualificado.

Redação |

Segundo a polícia, se for condenada, a pena para a mulher do atleta canadense pode variar de seis a 12 anos de prisão. Para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, o crime tem os agravantes de ter sido cometido por motivo fútil e enquanto a vítima estava dormindo, não dando a ela condições de defesa.

Amanda só poderá ser solta se seu advogado apresentar pedido para que responda o processo em liberdade. Enquanto isso, ela aguarda a conclusão do inquérito policial, que dura dez dias desde a data de início do inquérito, no domingo (12).

Nesta segunda-feira, familiares do boxeador devem chegar ao Recife para providenciar o reconhecimento, liberação e transferência do corpo. Ele deve ser levado para o Canadá, onde vive a família.

Arturo Gatti começou sua carreira de boxeador profissional em 1991. Em 1995, foi campeão mundial do Superpena e, em 2004, do Superleve.

Caso

Arturo Gatti foi encontrado morto na manhã de sábado, em um flat alugado em Porto de Galinhas, no litoral sul de Pernambuco. A vítima tinha um corte de faca na parte de trás da cabeça, hematomas num braço e marcas no pescoço. No quarto, foi encontrada uma alça de bolsa manchada de sangue e uma faca.

Versões

Em seu depoimento à polícia, Amanda relatou que acordou às 6h e chamou pelo boxeador, mas ele aparentou estar dormindo. Por volta das 9h, ela teria tocado nele e percebido que o marido estava morto.

De acordo com a polícia, o depoimento da esposa do atleta teria apresentado contradições. Ela teria dito que uma terceira pessoa havia entrado no quarto, mas a hipótese foi descartada nas investigações. O delegado responsável pelo caso, Moisés Teixeira, afirma que a porta do quarto exige um cartão magnético para ser acessada e que não houve arrombamento.

O delegado informa também que, na noite anterior ao crime, Amanda e o marido foram a um bar, onde teriam discutido. Embriagado, o marido teria empurrado a esposa, machucando-a no queixo e no cotovelo.

Assista ao vídeo sobre o caso:

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