A enfermeira Sabrina Machado Silva, de 31 anos, funcionária da Santa Casa de São Simão, morreu no final da noite de ontem, no Hospital São Paulo, em Ribeirão Preto. Ela fez cirurgias plásticas de mama (implante de prótese de silicone), de abdome e de lipoaspiração no abdome na própria Santa Casa, no início da tarde, mas sofreu duas paradas cardíacas.

No final da tarde ela foi removida para Ribeirão Preto e, durante o transporte, na ambulância, sofreu pelo menos outra parada cardíaca. Sabrina faleceu por volta de 23 horas, por hemorragia abdominal fulminante, durante uma cirurgia de emergência. A direção da Santa Casa deverá se manifestar amanhã. A família da enfermeira ainda não se manifestou.

Segundo o diretor-clínico do Hospital São Paulo, Omar Feres, a situação de Sabrina era crítica quando chegou a Ribeirão Preto. Um médico anestesista que a acompanhou nas cirurgias plásticas disse que suspeitava de enfarte ou embolia pulmonar. Por isso, exames foram feitos e descartaram as duas possibilidades. Foi detectada, então, uma hemorragia abdominal e na tentativa de se reverter o quadro, durante cirurgia de emergência, Sabrina não resistiu.

O provedor da Santa Casa de São Simão, Armando Benedito de Almeida, foi procurado pela reportagem, mas estava no velório da enfermeira. Uma funcionária informou que ele se manifestará amanhã. A mesma funcionária informou que os cirurgiões plásticos não são da Santa Casa. Eles seriam de outra cidade. Colegas de trabalho de Sabrina foram, em vans, para o velório e sepultamento, em Ribeirão Preto.

A família de Sabrina não tinha registrado boletim de ocorrência e havia a informação de que nada fariam sobre o caso. O corpo de Sabrina passou por necropsia no Instituto Médico-Legal (IML) de Ribeirão Preto. "Esse caso é uma tragédia", lamentou Feres.

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