Cientistas americanos identificaram uma mudança genética que permite que vermes nematoides, que possuem o formato do corpo cilíndrico e alongado, sobrevivam com baixos níveis de oxigênio, segundo informações da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo http://www.agencia.

fapesp.br/materia/10038/divulgacao-cientifica/condicoes-adversas.htm" target=_blank ( Fapesp ) . De acordo com os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington (EUA), a sobrevivência dos vermes nessas condições extremas pode ajudar em tratamentos de problemas de saúde como enfarte, derrame ou câncer.

De acordo com um dos autores do estudo, Michael Crowder, quando se entender melhor como as células se protegem da privação de oxigênio, será possível desenvolver terapias mais eficientes. Para enfarte ou derrame, casos em que células morrem porque ficam sem oxigênio, as alternativas seriam tornar as células saudáveis mais resistentes ao baixo teor de oxigênio (hipóxia). Terapias contra o câncer poderiam funcionar melhor se fosse possível tornar as células menos resistentes à hipóxia. Células cancerosas são muitas vezes resistentes à hipóxia.

Crowder e os outros pesquisadores manipularam genes no Caenorhabditis elegans para alterar a sensibilidade do verme a ambientes com níveis baixos de oxigênio. No entanto, ligar essas descobertas em terapias para doenças humanas ainda implica um longo trabalho. O grupo da Universidade de Washington pretende inicialmente verificar se a técnica se aplica a outros cenários, como na proteção de neurônios em mamíferos. O estudo foi publicado na edição de hoje da revista Science .

AE

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.