Mudança de estação aumenta incidência de doenças respiratórias Por Mariana Lenharo São Paulo, 08 (AE) - Todo ano a história se repete: à medida que a temperatura começa a cair no início de outono, aumenta a incidência de doenças respiratórias, como asma, gripe e resfriado. Com isso, consultórios e hospitais ficam sempre cheios nessa época.

"Para se proteger do frio, as pessoas tendem a ficar em ambientes fechados e isso facilita a transmissão de doenças pelo ar", explica Paulo Olzon, clínico geral e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

De acordo com a pneumologista Jaquelina Ota, do Hospital Beneficência Portuguesa, além da aglomeração de pessoas em locais fechados, outros fatores podem prejudicar o paciente e ajudar a doença a se desenvolver: "O aparelho respiratório possui um sistema de proteção natural, que retira o muco - a secreção, presente nos órgãos respiratórios. Esse movimento é feito por cílios presentes nas células respiratórias e leva consigo agentes nocivos para fora do corpo. No frio, pode ocorrer uma falha nesse sistema" , explica.

Segundo Jaquelina, com o tempo seco e frio, ocorre a queda dos movimentos desses cílios. Assim, os agentes nocivos permanecem no organismo: é o que basta para crescer as chances de infecções.


Os que mais sofrem nessa época são pessoas que já têm doenças respiratórias crônicas. As crianças também se tornam mais vulneráveis aos problemas respiratórios. Segundo Ricardo Tardelli, pneumologista e coordenador estadual da Secretaria da Saúde, os serviços públicos registram um aumento de 50% no número de crianças com doenças respiratórias nessa época.

PRECAUÇÕES - Para se prevenir, evite locais fechados e lave as mãos com frequência. Doenças alérgicas, como a rinite, podem ser prevenidas com a lavagem de roupas e cobertores que ficaram guardados durante o verão, acumulando poeira e ácaros. Evite o uso de carpetes, tapetes e cortinas.

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