O novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro, tomou posse hoje na Corte em meio a um clima pluripartidário e amistoso. A esperada batalha verbal entre dirigentes do governo e do TCU deu lugar a discursos de conciliação.

Estavam presentes, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsável pela indicação, dez ministros de Estado e os presidenciáveis José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).

Os ânimos dentro do governo se acirraram por conta das frequentes paralisações de obras determinadas pelo TCU, por suspeita de irregularidades. No final de setembro, os ministros paralisaram 13 obras do PAC.

Mas em vez de agir como infantaria do Palácio, Monteiro assumiu o papel de bombeiro. "Não creio no exercício fútil da divergência improdutiva e no debate inócuo, porque esse é o lado do espetáculo que serve apenas para distrair os espectadores", disse ele.

Num discurso objetivo de dez minutos, Monteiro deixou claro que vai investir na conciliação, em vez de confronto, mas também não vai bater indiscriminadamente no governo. "Sempre que possível, vou preferir orientar e prevenir, em lugar de condenar e remediar".

Ele prometeu lealdade à Corte e exercer com empenho a tarefa de avaliação a aplicação das políticas públicas, não só como dever, mas também como "um gesto de respeito ao dinheiro do contribuinte, que paga seus impostos" e ao cidadão que demanda a atenção do Estado.

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