Múcio diz que não há estratégia em adiar depoimento de Dilma no Congresso

BRASÍLIA - O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, afirmou nesta segunda-feira que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, deve prestar depoimento na Comissão de Infra-Estrutura do Senado apenas no dia 30 de abril ou 6 de maio. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) havia anunciado anteriormente que a ministra poderia depor na próxima quarta-feira.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

Questionado sobre a possibilidade de se tratar de estratégia do governo a ida da ministra na Comissão apenas no final do mês, o ministro negou. 

Não há absolutamente nenhuma estratégia de adiar a ida da ministra a comissão, até porque ela foi convidada para tratar de assuntos relacionados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e não há nenhuma prioridade absoluta sobre isso, então pra falar sobre esta questão ela pode ir a qualquer data dentro do que foi estipulado, disse Múcio.

A ministra foi convocada oficialmente para falar sobre o andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e sobre a construção da Usina de Belo Monte, no sudeste do Pará. No entanto, o presidente da Comissão de Infra-Estrutura, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), afirmou no início do mês que não poderá impedir que os parlamentares questionem Dilma sobre o vazamento de informações sobre gastos com cartões corporativos da Presidência.

Para o ministro é pouco provável que o depoimento de Dilma na Comissão seja uma desculpa dos senadores para questionar o vazamento de dados sobre as contas sigilosas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de sua esposa, Ruth Cardoso. Não acredito que o Senado irá usar desse expediente para tratar de outro assunto, mas caso seja questionado qualquer outro tema, cabe a ministra Dilma Rousseff decidir se fala ou não, disse.

A convocação da ministra foi feita no último dia 3 e o presidente da Comissão de Infra-Estrutura, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), chegou a fazer um aditamento ao requerimento, que pedia apenas que ela falasse sobre as obras do PAC e sobre Belo Monte, para que Dilma também falasse sobre o dossiê, mas retirou o aditamento depois de uma discussão com Jucá.

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