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Múcio considera criação de CPI uma quebra de acordo

O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, negou hoje que tenha havido um cochilo por parte da base aliada com relação à manobra da oposição para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Ele justificou que havia um acordo que foi feito na manhã de ontem e rompido à tarde.

Agência Estado |

"O acordo de que o presidente da Petrobras falaria numa comissão e não teria CPI foi feito com todos os partidos de manhã (de ontem) e, de repente, todo mundo foi surpreendido com essa quebra do acordo", declarou Múcio.

Ele acrescentou ainda que o PSDB tinha um senador presente à reunião que representou o pensamento do partido. "Isso é da democracia, mas lamentamos. O mundo todo está em crise e temos de trabalhar para que o Brasil seja o menos atingido", disse, ao deixar o Palácio da Alvorada, onde se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que embarca hoje para a Arábia Saudita. Ao ser indagado sobre o fato de o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que leu o requerimento que pede a instalação da CPI no plenário, integrar um partido da base governista, o ministro respondeu que Cavalcanti é de um partido da base sim, mas sempre teve uma posição diferente.

José Múcio insistiu que o governo "não tem nada a esconder" ao não querer a instalação da CPI, ressaltando que "ela verdadeiramente atrapalha". "Toda vez que tem uma CPI nós trabalhamos para que não tivesse, para que não atrapalhe os trabalhos legislativos", disse. "Uma CPI, de todo jeito, cria problema. Mas, é isso mesmo. Lamentamos. É um instrumento da democracia. Só não estamos entendendo o porquê de o PSDB resolver isso, num momento desses, de dificuldade, de crise, quando nós precisamos dos empregos que a Petrobras vai gerar, dos investimentos no Estado", completou.

O ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Franklin Martins, que também participou da reunião com Lula, comentou que a oposição, ao invés de se preocupar com os maiores problemas do País, está se preocupando com a maior empresa do País, que mais ajuda a criar emprego, investimento, gerar renda e enfrentar a crise. "A oposição deve saber o que está fazendo. A Petrobras é uma empresa pela qual o povo brasileiro tem um enorme respeito", disse.

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