Quadrilha mata casal para ficar com prêmio de loteria

Grupo de Mato Grosso assassinou ganhadores da quina e roubou prêmio de R$ 1,4 milhão

Helson França, iG Mato Grosso |

Uma quadrilha que sequestrou e matou um casal para ficar com o prêmio de R$ 1,4 milhão, ganho na loteria, foi presa pela Polícia Civil de Mato Grosso. Os policiais ainda conseguiram salvar o bebê do casal, de 1 ano e seis meses, que havia ficado com várias famílias durante quatro meses. O crime aconteceu em outubro de 2010 no município de Pontes e Lacerda, localizado a 500 quilômetros de Cuiabá, capital de Mato Grosso.

Foram presos Ricardo Oliveira de Queiroz, 27 anos, Luiz Paulo da Silva, 22 anos e Raimundo Nonato Pereira. O suspeito Ivan Rosa Moreira, 45 anos, está foragido.

O casal assassinado, Raimundo Nonato Ferreira de Souza e Liliane Goes Saldanha, vivia de maneira simples na cidade de Cacoal, em Rondônia. Ele era garimpeiro, e ela, doméstica. Tudo mudou quando Raimundo acertou a quina da loteria e ganhou a bolada, no começo de outubro de 2010. Resolveram então se mudar para Pontes e Lacerda, para ficarem próximos de familiares.

Em Cacoal, o garimpeiro conhecia Raimundo Pereira que, sabendo do motivo da mudança, arquitetou o crime. Ele se juntou a Ivan e outros dois para concretizá-lo.

Durante a ação dos criminosos, marido e mulher foram torturados, até informarem a senha da conta onde estava depositada a quantia milionária.

O bando sequestrou o casal e o bebê e foi até o posto de combustível abastecer o veículo, conduzido por Ricardo, no intuito de conferir a validade da senha. Confirmada, Raimundo e Liliane foram levados para um local isolado da BR-70 e executados. Luiz Paulo, apontado como autor dos disparos, não teve coragem de matar o bebê, contrariando Ivan, que insistia para que a criança fosse morta. Após discussões, a quadrilha foi a Cuiabá, para deixar o bebê sob cuidado de terceiros. A criança teria passado por três lares.

As investigações da polícia corriam em sigilo. O que chamou à atenção das autoridades foi a grande quantidade de saques da conta de Raimundo Ferreira. Os suspeitos passaram a ser vigiados à distância e uma das coisas que não fazia sentido era que eles moravam em bairros muito pobres e, mesmo assim, gastavam muito dinheiro.

De acordo com o delegado Luciano Inácio, a decisão foi de prender primeiro Luiz Paulo, que tinha contato com a criança. Após a prisão dele, o bebê foi resgatado e o resto dos criminosos, com exceção de Ivan, presos.

A Polícia Civil informou que a criança está em um local seguro, sendo cuidada por uma pessoa indicada pela promotoria de Infância e Juventude.

Pelo menos R$ 700 mil foram utilizados da conta de Raimundo.

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