Principal hospital de Mato Grosso corre risco de apagão

Engenheiros e médicos vistoriam Pronto Socorro de Cuiabá e encontram fiação fora de padrão de segurança e geradores sem capacidade

Helson França, iG Mato Grosso |

O Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, referência de saúde pública em Mato Grosso, corre o risco de apagão. Segundo o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) e  o Conselho Regional de Medicina, boa parte da rede de energia do prédio está bastante comprometida e pode sofrer curto-circuito, além de pequenas explosões que podem deixar o Pronto Socorro sem luz - e ameçar a saúde dos pacientes -  a qualquer momento. Os geradores situados nas alas de emergência também podem parar de funcionar. Quem estiver na dependência dos aparelhos, pode morrer.

Mais de 300 pacientes encontram-se em tratamento no Pronto Socorro. O PS passou por uma reforma recente, que custou R$ 2,4 milhões. As obras foram inauguradas no primeiro semestre de 2010.

De acordo com coordenador de acessibilidade do Crea, Givaldo Dias de Campos, também é necessário que haja uma correção urgente da instalação elétrica da unidade. Atualmente, a fiação não obdece às normas de segurança.

A inspeção também apontou problemas de acessibilidade. Campos afirma que o Pronto Socorro está totalmente inadequado para receber pacientes portadores de necessidades especiais. “Desde a calçada aos corredores, o que está construído não atende ao que determina a legislação federal. As rampas até existem, mas estão mal inclinadas, não há corrimão ou proteção contra quedas. Alguns elevadores não funcionam por conta dos problemas da instalação elétrica”, afirmou.

Já o engenheiro sanitarista Jesse Rodrigues demonstrou preocupação com o sistema de esgoto do Pronto Socorro, pois não há tratamento. “Os dejetos são despejados ‘in natura’ no córrego Mané Pinto, que por sua vez deságua no Rio Cuiabá, o principal da cidade”, explicou.

O secretário Municipal de Saúde, Maurélio Ribeiro, informou que ainda não foi notificado sobre os problemas apontados pelo Crea e CRM, e somente após isso acontecer se manifestará. “Para dar uma posição, preciso saber o ques está sendo cobrado”, disse. No entanto, o secretário ressaltou que equipes de engenheiros ligados à prefeitura fazem a manutenção do Pronto Socorro de acordo com as normas previstas.

Não é de hoje que o Pronto Socorro de Cuiabá enfrenta problemas de estrutura. Na semana passada, uma forte chuva derrubou o forro da ala vermelha - onde ficam os pacientes em estado crítico -, causando alagamento. O problema está sendo corrigido.

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