Polícia descobre corrupção no maior presídio de Mato Grosso

Episódio é mais um caso que mostra a crise pela qual passa o sistema prisional do Estado

Helson França, iG Mato Grosso |

Um esquema que abastecia a Penitenciária Central do Estado (maior unidade prisional de Mato Grosso) com armas, celulares e drogas foi desarticulado nesta quarta pelo Grupo de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco). Foram presos três policiais militares, dois agentes carcerários e outras nove pessoas.

O episódio é mais um caso que mostra a crise pela qual passa o sistema prisional do Estado. Em pouco mais de uma semana, foi anunciada a demissão de 650 agentes carcerários não-concursados – consequência das 92 fugas desde o início do ano – e, por determinação judicial, a interdição parcial das três maiores unidades prisionais do Estado (a Penitenciária Central, o Carumbé e o presídio feminino). Os principais motivos, segundo o juiz Gonçalo Antunes de Barros Neto, são a superlotação e a falta de condições mínimas para alojamento dos detentos.

As investigações que culminaram na operação tiveram início em maio do ano passado. Na ocasião, após um dia de visita, policiais encontraram uma bolsa abandonada no pátio da penitenciária com 6,6 quilos de maconha, 200 gramas de cocaína, 12 celulares, 1 balança digital e 7 chips de celular. Foi constatado o envolvimento de um policial militar com o ocorrido. Fábio Barbosa Duarte foi preso em flagrante no dia em 15 de maio de 2010.

De acordo com coordenador do Gaeco, o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, foi comprovado que todos os envolvidos possuem relação direta com tráfico de drogas, além da constatação de que o sistema prisional de Mato Grosso é extremamente frágil.

“Acredito que o governador do Estado deveria traçar, urgentemente, com todas as instituições envolvidas, um plano de fortalecimento, modernização, aparelhamento e seleção criteriosa dos agentes públicos lotados nesse sistema prisional, pois o crime organizado continua a operar de dentro do presídio”, afirmou.

Um dos acusados, que é agente prisional, ainda está foragido. Eles irão responder por tráfico de drogas, associação ao tráfico, corrupção ativa e passiva, além de formação de quadrilha.

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