PF faz operação contra grupo que agia a partir de presídio de Mato Grosso

Segundo a investigação, agentes permitiam a entrada de celulares em presídio e presos comandavam o tráfico na região de Rondonópolis

Agência Brasil |

Mais de 50 policiais federais participam de uma operação deflagrada nesta terça-feira para desarticular a ação de criminosos que, segundo as investigações, controla a distribuição de drogas na região sul de Mato Grosso. Há suspeitas de que os líderes do grupo agiam de dentro da Penitenciária Major Eldo de Sá Correia, o Presídio da Mata Grande, em Rondonópolis (MT).

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Nove mandados de prisão e nove de busca e apreensão foram emitidos pela 1ª Vara Criminal de Rondonópolis. Entre os alvos dos mandados há um policial militar, cujo nome não foi divulgado. Segundo a Polícia Federal (PF), ele facilitava a entrada de drogas e telefones celulares no presídio e coordenava as ações da quadrilha nas ruas.

A PF afirma ter constatado, ao longo de quatro meses de investigações, que agentes públicos permitiam a entrada de telefones celulares na unidade prisional, o que possibilitava aos criminosos continuar coordenando a venda de drogas e outras práticas ilícitas do interior do presídio.

A Operação Raiz recebeu esse nome devido às referências a uma pessoa apontada como um dos chefes da quadrilha, conhecida como Mandioca. A ação é um prolongamento da Operação Xadrez, deflagrada em 2011, também para combater o narcotráfico no Presídio da Mata Grande e na Cadeia de Itiquira, onde agentes haviam encontrado drogas e aparelhos telefônicos.

As investigações relacionadas à Operação Raiz já haviam resultado na prisão de quatro pessoas e na apreensão de mais de 297 quilos de entorpecentes. A PF assegura que as ações para interromper o envio de drogas e telefones aos presídios não deverão ser interrompidas ao fim da operação. Um primeiro balanço da operação será divulgado ainda esta manhã.

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