Cinco vereadores e ex-prefeito são presos em Mato Grosso

Eles são suspeitos de cobrar mesada de prefeito em troca de aprovação de projetos no legislativo

Helson França, iG Mato Grosso |

A Delegacia Fazendária de Mato Grosso prendeu nesta quarta-feira (01) cinco vereadores e um ex-prefeito do município de Alto Paraguai, a 219 quilômetros de Cuiabá. Eles são acusados de cobrar propina do atual prefeito, Adair José Alves Moreira, em troca da aprovação de projetos do Executivo na Câmara Municipal.

Reprodução Google Maps
Alto Paraguai fica a 219 quilômetros de Cuiabá
Foram presos na operação o presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Jason Alves de Souza, e os vereadores Gilberto de Souza Lima, Nilton de Campos Luz, Aluisio Carvalho Júnior, Valdeci de Almeida Chagas. Em Cuiabá foi preso o ex-prefeito e irmão do presidente da Câmara de Alto Paraguai, Alcenor Alves.

De acordo com os delegados Lindomar Aparecido Tofoli e Alana Cardoso, há dois meses a Delegacia Fazendária recebeu denúncia do atual prefeito sobre exigências ilegais de parte de um grupo de vereadores da Câmara Municipal de Alto Paraguai. Conforme a denúncia, os vereadores cobravam o pagamento de “mensalinho”, de R$ 500.

“Não são todos os vereadores que concordaram. Como o Adevair não aceitou, parte dos vereadores se reuniu para afastar o prefeito e em seu lugar  assumiria o presidente da Câmara”, explicou Lindomar.

Alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Adevair chegou a ser afastado da prefeitura por duas vezes, mas, sem provas suficientes para comprovar as denúncias de desvio de verba, conseguiu retomar o cargo.

O vereador Gilbert de Souza Lima, um dos cinco presos, disse que ficou surpreso com a ação da Delegacia Fazendária. “Não devo nada para ninguém, acredito que isso seja política para barrar a CPI. Não houve nenhuma cobrança, nenhuma forma de ‘mensalinho'. Com certeza essa prisão é para mudar o foco”, afirmou.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Alto Paraguai, Jason Alves de Souza, os trabalhos da CPI continuam normalmente.

Os seis presos vão responder por crimes de concussão (exigir dinheiro ou vantagem em razão da função), formação de quadrilha e eventual prática de peculato.

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