Após morte de turista, Ministério Público quer interditar mirante

Ponto de observação na Chapada dos Guimarães é um dos cartões postais de Mato Grosso

Helson França, iG Mato Grosso |

Um dos cartões postais de Mato Grosso, o Mirante da Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá), corre risco de ser interditado por tempo indeterminado. No domingo, um jovem de 26 anos despencou do penhasco enquanto fotografava.

Helson França/iG
O Mirante de Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso
A promotora Nayara Romam Scolfaro, de Chapada, prepara uma ação civil pública com pedido liminar para ingressar na Justiça, solicitando o fechamento da área para visitas.

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De acordo com o Corpo de Bombeiros, o mecânico Suelmen Victor Evangelista de Moraes Macedo caiu de uma altura de 150 metros. O corpo dele ficou desaparecido por 21 horas, até ser resgatado na tarde de segunda-feira (23). Os bombeiros contaram que Suelme havia descido num dos pontos mais perigosos, à beira do precipício. Suelme teria perdido o equilíbrio e despencado quando se virou para falar com a namorada, que o chamou.

Não foi a primeira morte a ocorrer no Mirante de Chapada dos Guimarães. Pelo menos outras três pessoas também perderam suas vidas no local, nos últimos cinco anos.

Segurança

No Mirante não existe qualquer marcação ou proteção que delimite até onde cada pessoa pode ir. Essas seriam algumas das razões a embasar o pedido do Ministério Público Estadual, pelo fechamento do local.

A prefeitura de Chapada dos Guimarães informou que não tem autonomia para fazer modificações no espaço do Mirante, pois a área é alvo de uma batalha judicial envolvendo quatro pessoas, que disputam o direito a posse do local. Por meio da assessoria de imprensa, a prefeitura também disse que a única coisa que pode fazer é cuidar da limpeza do Mirante. Desde março de 2010, o local é tombado como Patrimônio Histórico de Mato Grosso.

O secretário-adjunto de Cultura do Estado, Oscemário Daltro, afirmou que, também devido às disputas judiciais pela propriedade do Mirante, o Estado fica impedido de fazer intervenções na área. “O tombamento significa que o Estado deve preservar as origens históricas, artísticas, cultural, natural e paisagística da área, mas não nos obriga a fazer qualquer modificação, pelo fato de a Justiça ainda não ter definido quem é o proprietário do local”, observou.

O Mirante possui 355 mil metros quadrados e diariamente recebe centenas de turistas.

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