Quatro suspeitos de tentar comprar decisão judicial são presos em MT

Por Agência Brasil |

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Investigação constatou tentativas de suborno no valor de R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão para prender suspeitos que queriam compra a liberdade para acusados de tráfico de drogas

Agência Brasil

O Ministério Público de Mato Grosso deflagrou nesta segunda-feira (9) a Operação Assepsia para prender envolvidos em tentativas de compra de decisão judicial para a liberação de traficantes. Quatro pessoas foram presas. A ação faz parte da Operação Nacional contra a Corrupção, que ocorre simultaneamente em 12 Estados.

Leia também: Preso intermediador de venda de sentenças no TJ-PI

A investigação constatou duas tentativas de suborno, no valor de R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão, de um assessor jurídico da Vara Especializada contra o Crime Organizado para que ele articulasse a revogação da prisão de traficantes da família Pagliucas. A negociação para a venda da decisão judicial não foi concretizada, conforme informou a assessoria de comunicação do Ministério Público de Mato Grosso.

Foram expedidos mandados de busca e apreensão e de prisão contra cinco pessoas. Estão presos Marcelo Santana, ex-estagiário de direito em escritórios de advocacia; Almar Busnello, advogado; Clodoaldo Souza Pimentel, servidor público do Poder Judiciário; e Milton Rodrigues da Costa, que atua em uma organização criminosa no ramo de tráfico de pasta base e cocaína. Adalberto Pagliuca Filho, que também integra a organização criminosa, está foragido.

O Ministério Público Estadual detalhou que na primeira tentativa de suborno o estagiário e o advogado envolvidos no esquema ofereceram dinheiro para que o assessor jurídico redigisse e submetesse ao magistrado decisão revogando a prisão dos criminosos. O estagiário teria dito que já havia um esquema montado para que um desembargador confirmasse a decisão em segunda instância. A segunda tentativa de suborno foi feita pelo servidor do Judiciário.

Os envolvidos no esquema de venda de decisão judicial deverão responder pelas práticas de crimes de exploração de prestígio e corrupção ativa, de acordo com o Ministério Público.

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