MST ocupa sede do Incra no Pontal, em São Paulo

SÃO PAULO - Cerca de 200 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam na manhã desta terça-feira a agência regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Teodoro Sampaio, no Pontal do Paranapanema, Estado de São Paulo. Os sem-terra entraram no prédio às 8 horas, quando um funcionário chegou para abrir o escritório.

Redação com agências |

A ação faz parte da jornada nacional de lutas em protesto contra a lentidão da reforma agrária. Outros integrantes de sem-terra ligados ao MST estavam reunidos na frente de agências bancárias oficiais em Mirante do Paranapanema e Pirapozinho, cidades da região. Eles pretendiam ocupar os estabelecimentos em protesto contra a falta de crédito para as famílias assentadas na região.

Em outra ação desta terça, cerca de 100 integrantes do MST da região de Ribeirão Preto ocuparam a sede do Incra de Araraquara. Os agricultores envolvidos na ocupação são sem-terra de assentamentos e acampamentos da região. A ocupação integra a Jornada Nacional de Lutas do MST. O grupo faz reivindicações para dois assentamentos e um acampamento da região.

Marcha

Aproximadamente 750 pessoas, entre elas 150 crianças, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) começam nesta terça uma marcha pela reforma agrária no Rio Grande do Sul. Durante quatro dias de caminhada, os manifestantes vão percorrer cerca de 40 quilômetros do acampamento Jair da Costa, no município de Nova Santa Rita, em direção ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Porto Alegre. 

Segundo Inês Rodrigues, uma das coordenadoras do MST no RS, o movimento pretende cobrar o cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado pelo Incra e pelo Ministério Público Federal há oito meses. Pelo acordo, o governo federal se comprometeria a assentar mil famílias até abril passado e outras mil famílias até o final deste ano. Mas, até o momento, de acordo com a coordenadora, menos de 40 famílias de agricultores foram assentadas no período.

A assessoria do Ministério Público Federal foi procurada pela redação, mas ainda não foi encontrada.

Inês Rodrigues afirma também que o governo estadual não tem uma política de reforma agrária e que, ao contrário, tem defendido os latifúndios usados para produção de eucalipto e soja. Segundo ela, há mais de 2,5 mil famílias acampadas no Rio Grande do Sul e, nos últimos cinco anos, foram assentadas 850.

A coordenadora do MST gaúcho informou que a marcha deve percorrer nesta segunda 16 quilômetros e chegar ao Incra até o final da semana. A caminhada, acrescentou Inês Rodrigues, pretende ainda denunciar a criminalização dos movimentos sociais pelo governo gaúcho, que se usa métodos violentos da Brigada Militar para defender os interesses de empresas estrangeiras.

Sete Estados

AE
MST invade sede do Incra em São Paulo
Militantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) ocuparam segunda-feira as sedes das superintendências do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em sete Estados. Em São Paulo, quando os funcionários da superintendência chegaram para trabalhar já encontraram o edifício tomado.

Os militantes impediram sua entrada, autorizando apenas a permanência do pessoal da segurança. Também ocorreram manifestações em Maceió, João Pessoa, Salvador, São Luís, Fortaleza e Goiânia. Na capital da Bahia, os militantes acamparam no estacionamento da superintendência regional.

De acordo com a direção nacional do MST, as ocupações fazem parte de uma jornada de luta para exigir mais rapidez do governo na execução da reforma agrária. "Em outros governos, a reforma sempre andou a passo de tartaruga. No governo do presidente Lula, nem isso acontece: a tartaruga quase parou", disse o militante José Batista de Oliveira, mais conhecido como Batista, da direção nacional do movimento.

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