MST ocupa frente do prédio da Secretaria de Justiça de São Paulo

SÃO PAULO - Cerca de 200 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outros grupos, segundo a organização do movimento, e aproximadamente cem, de acordo com a Polícia Militar, ocuparam na manhã desta quarta-feira a frente do prédio da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo. Esses manifestantes pertencem à Comissão Estadual dos Hortos, que representa as famílias assentadas pelo governo estadual em 11 hortos florestais.

Agência Brasil |

Segundo a diretora estadual do MST, Neuza Paviato Botelho, a manifestação faz parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, realizada para lembrar o massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, ocorrido em 17 de abril de 1996. O movimento também reivindica que a pauta da reforma agrária seja cumprida no estado. Um grupo foi recebido pelo secretário Luiz Antonio Marrey, mas, segundo Neuza, nenhuma solução foi dada aos manifestantes. Só nos propuseram uma reunião daqui a dez dias para discutir o assunto, disse ela.

De acordo com informações do MST, há dez anos o governo estadual implantou assentamentos em hortos florestais, mas não fez investimentos para garantir a infra-estrutura nas áreas. A principal reivindicação da Comissão, segundo a diretora do MST, é a federalização dos assentamentos em áreas de hortos florestais. Na avaliação dela, "o repasse dos recursos do governo federal para os estados gera instabilidade, porque não há segurança para permanecer nos assentamentos e as famílias perdem períodos de plantio por conta da demora do repasse das verbas".

A assessoria de imprensa da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania informou que o secretário Marrey, o secretário-adjunto Izaias Santana, e o diretor-executivo do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), Gustavo Ungaro, receberam representantes da comissão. Eles informaram que, no ano passado, foram investidos R$ 537 mil em infra-estrutura nos onze hortos florestais sob responsabilidade do governo estadual. Segundo a mesma fonte, o governo estadual providenciou a manutenção de poços tubulares, motomecanização, compra de materiais elétricos e hidráulicos, construção de galpões e instalação de reservatórios metálicos de água.

Os hortos são áreas pertencentes à Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e à extinta Fepasa e, por meio de doação em pagamento, foram transferidas para o governo estadual. Os manifestantes fazem parte da Comissão Estadual dos Hortos que reúne a Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp) Federação da Agricultura Familiar (FAF), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Organização das Mulheres Assentadas e Quilombolas do Estado de São Paulo (Omaquesp), que representam as famílias assentadas nos hortos florestais.

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