PERNAMBUCO - Grupos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ligados a José Rainha Júnior ocupam nesta quarta-feira as duas superintendências do Incra (Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária) em Pernambuco, em protesto contra a lentidão da Reforma Agrária no País.

Em Recife, cerca de 400 famílias Sem Terra ocupam a sede do Incra. No Sertão do São Francisco, mais de 600 famílias Sem Terra estão acampadas desde o período da manhã na sede do Incra em Petrolina.

As ações em Pernambuco fazem parte da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária, realizada em torno do Dia do Trabalhador Rural, em 25 de julho.

O movimento exige o assentamento das 140 mil famílias acampadas em todo o País e o investimento público para crédito rural e infra-estrutura em áreas de reforma agrária, como casa, saneamento básico, escola, hospital e um programa de agroindústria para assentados.

As mobilizações, que se iniciaram na última segunda-feira, vão continuar até que o Incra garanta fazer medidas concretas para resolver essa situação.

As ações da Jornada de Lutas denunciam também a criminalização dos movimentos sociais, especialmente no Rio Grande do Sul e no Pará. No Rio Grande do Sul, o Ministério Público do estado aprovou relatório que pede a dissolução do Movimento. No Pará, o dirigente José
Batista foi condenado a prisão por participar de protesto no Incra.

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