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MST ocupa 6 prefeituras de Alagoas em Abril Vermelho

Pequenos agricultores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocuparam hoje seis prefeituras no interior do Estado de Alagoas. O MST reivindica mais terras para reforma agrária, assistência técnica para aumentar a produção e melhorias na infraestrutura dos assentamentos.

Agência Estado |

Além disso, a pauta de Alagoas inclui questões sociais. Os sem-terra cobraram dos prefeitos o aumento da oferta de vagas nas escolas e a instalação de postos de saúde dentro dos assentamentos.

As ocupações fazem parte da jornada nacional do movimento pela reforma agrária, conhecida como "Abril Vermelho", que também relembra os militantes mortos no massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará. Foram ocupadas simultaneamente, no início da manhã, as prefeituras das cidades de Delmiro Gouveia, Inhapi, Olho d'Água do Casado, Girau do Ponciano, Atalaia e São Luís do Quitunde. No final da tarde, as prefeituras foram desocupadas. Em Atalaia, os sem-terra bloquearam trecho da BR-316 durante algumas horas.

De acordo com a assessoria do MST, em Delmiro Gouveia 500 sem-terra participaram da ocupação. No município de Girau do Ponciano, a ocupação da prefeitura mobilizou cerca de 350 famílias. Enquanto na cidade de São Luís do Quitunde, cerca de 150 trabalhadores participaram do protesto. Em Olho d'Água do Casado, a ocupação foi feita por 110 famílias.

Segundo as lideranças dos sem-terra, as manifestações vão continuar até 17 de abril, que foi instituído por decreto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária. A data foi escolhida em memória aos 19 agricultores assassinados em 1997 no município de Eldorado dos Carajás, durante uma manifestação. O episódio ficou mundialmente conhecido e representa o maior massacre de trabalhadores rurais pelo poder público da história recente no Brasil.

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