MST nega intenção de invadir fazenda no Pará

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) refutou hoje, em nota, que pretendesse ocupar a sede da fazenda Espírito Santo, no Sul do Pará. Negou ainda ter mantido quatro reféns.

Agência Estado |

Os sem-terra "apenas fecharam a PA-150 em protestos pela liberação de três trabalhadores rurais detidos pelos seguranças. Os jornalistas permaneceram dentro da sede da fazenda por vontade própria", defende-se o MST.

Segundo o comunicado, na manhã de sábado, um funcionário da fazenda aceitou dar uma carona para 20 membros do movimento que carregavam lenha e palha. "O motorista avisou os seguranças, que chegaram armados e passaram a ameaçar os sem-terra. O trabalhador rural Djalme Ferreira Silva foi obrigado a deitar no chão, enquanto os outros conseguiram fugir. O sem-terra foi preso, humilhado e espancado pelos seguranças", diz a nota.

Os membros do MST voltaram para o acampamento montado na fazenda, invadida em fevereiro. Lá, há 120 famílias. De acordo com o movimento, os sem-terra decidiram retornar à área da fazenda onde haviam separado a palha e a lenha. Eles teriam orientado os jornalistas a seguir na linha de frente do grupo "para não atrapalhar a marcha". O MST informou que apenas um posseiro, que vive em outro acampamento da região, portava uma espingarda.

"Quando a marcha chegou à guarita dos seguranças, os sem-terra foram recebidos a bala e saíram correndo. Não houve um tiroteio, mas uma tentativa de massacre dos sem-terra pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara". De acordo com o movimento, nove trabalhadores acabaram baleados.

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