MST mobiliza 1.500 sem-terra em ato contra Vale no PA

Mais de 1.500 manifestantes estão mobilizados em Parauapebas, no Pará, perto da mina e da ferrovia de Carajás, da mineradora Vale, de acordo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Agência Estado |

A organização já avisou que mobilização no local é de longo prazo e exige responsabilidade social e ambiental da Vale e pagamento de royalties à região. Segundo o MST, a polícia paraense barrou ontem a entrada de ônibus e carros com manifestantes no município, mas depois os veículos conseguiram entrar em Parauapebas.

Procurada, a Vale emitiu uma nota em que informa que "a Justiça, na forma da lei, concedeu um interdito proibitório e uma medida liminar que visam a proteger as instalações da Vale, inclusive as que prestam serviços públicos para a população, em todo o País, notadamente em Parauapebas e Marabá". A empresa também afirmou que "enviou quatro comunicados às autoridades com responsabilidade sobre o assunto, informando que está ameaçada de prática de crime fartamente anunciada nos meios de comunicação e em reuniões públicas promovidas pelo MST".

De acordo com a Vale, "a invasão anunciada e iminente à Estrada de Ferro Carajás (EFC) pelos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outros grupos é um desrespeito ao Estado de Direito e uma ameaça à segurança pública que afeta não apenas todo o setor produtivo do Pará, mas toda a população do Estado".

Ontem, advogados do MST recorreram contra liminar da 41ª Vara Cível do Rio, favorável à empresa, que estabelece que o coordenador nacional do movimento, João Pedro Stedile, deve pagar multa de R$ 5 mil por ato violento ou interrupção em áreas próximas de estabelecimentos da empresa. No recurso, Stedile alega que a Justiça do Rio não teria competência para julgar o caso porque o endereço dele é em São Paulo. Também diz que o objetivo da decisão é "criminalizar os movimentos sociais e a mobilização contra a empresa".

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