MST faz marcha no Paraná para discutir efeitos da crise e reforma agrária

CURITIBA - Cerca de 400 trabalhadores rurais integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Via Campesina e Assembleia Popular se dividiram em dois grupos (chamados de colunas) e estão atravessando o estado do Paraná para discutir com a população os efeitos da crise econômica na vida dos trabalhadores e o projeto de reforma agrária para o País.

Agência Brasil |

Com o lema Trabalhadores e Trabalhadoras não Pagarão pela Crise, a coluna Norte saiu do município de Florestópolis, no último dia 18, e a coluna Oeste partiu de Foz do Iguaçu, no dia 19.

Segundo a assessoria de imprensa do MST, os dois grupos devem percorrer cerca de 30 municípios e chegar a Curitiba no dia 4 de junho. Na capital, os trabalhadores se juntam a outros movimentos sociais e realizam uma série de manifestações.

Os movimentos sociais no campo cobram agilidade no processo de reforma agrária como saída para os trabalhadores neste momento de crise. Os manifestantes da Via Campesina e da Assembléia Popular denunciam o desemprego causado pelo agronegócio.

De acordo com o MST, atualmente, há cerca de 100 mil famílias acampadas em todo país. Somente no Paraná são aproximadamente 7 mil famílias vivendo sob barracas de lona, em fazendas improdutivas e beiras de estradas.

A coluna Oeste está hoje (27) em Guarapuava. Um dos organizadores da marcha Mário Debona disse à Agência Brasil que a participação da população tem surpreendido.

Temos realizado debates em escolas, universidades, sindicatos do comércio, associações, praças públicas e temos encontrado um trabalhador ávido por informação. Ele quer saber mais sobre a crise, o desemprego, o que fazer com o que plantou e muitos deles querem saber se vão ter terra para plantar.

Segundo Debona, amanhã (28), o grupo segue para Irati e depois para Inácio Martins.

A mesma avaliação faz o integrante da coluna do Norte, Diego Moreira, que está em Mandaguari. A marcha já passou pelos municípios de Porecatu, Londrina, Cambé, Rolândia, Arapongas, Marialva, Sarandi, Maringá.

Mesmo em grandes municípios como Londrina e Maringá a adesão foi muito boa. E percebemos que a informação ainda é pouca. A grande queixa é do político que não comparece à região para explicar o que está acontecendo. Eles querem saber como a crise está afetando suas vidas e como está o processo de reforma agrária. 

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