MST diz que invadiu fazenda da Ambev

A assessoria de comunicação do MST distribuiu comunicado à mídia dizendo ter invadido a a fazenda Águas do Pilintra, em Agudos, no interior de São Paulo. Segundo o movimento, a área pertence à Ambev, companhia de bebidas dona de marcas como a Brahma.

Redação |

Ainda segundo o MST, 600 famílias invadiram as terras na manhã deste sábado. Os sem-terra dizem que a área é "usada para o plantio de eucalipto e cana-de-açúcar, além de utilizar a água do Aqüífero Guarani (a maior reserva subterrânea de água doce do mundo) para a produção de bebidas".

O movimento não explica qual o problema de uma empresa plantar eucalipto ou usar água de um aqüifero nem qual projeto de reforma agrária poderia ser implementado no lugar.

Resume-se a dizer que "na região onde está localizada a fazenda Águas do Pilintra existem cerca de 10 mil hectares de terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas, além de 15 mil hectares de terras improdutivas" e que invasão "faz parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária realizada em lembrança ao Massacre de Eldorado dos Carajás".

Em 17 de abril de 1996, 19 trabalhadores rurais foram mortos em Eldorado dos Carajás, no Pará. O MST diz que, 12 anos depois, "os 155 policiais participantes do massacre permanecem soltos".

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